Fazer cursos de recuperação a distância nas matérias para as quais o aluno não conseguiu notas suficientes no período letivo é uma ação pedagógica que tem gerado debates nos Estados Unidos, onde o mercado desse tipo de curso cresceu oito vezes entre 2008 e 2010, segundo matéria de 21 de junho do site Education Week, especializado em educação, citando fontes do mercado educacional norte-americano.
A questão é polêmica porque, apesar desse crescimento recente do mercado, há poucas pesquisas acadêmicas que indiquem a efetividade da utilização da educação a distância para cursos de recuperação. Enquanto para os profissionais favoráveis à idéia esta pode ser a solução de diversos problemas, atribuindo responsabilidades ao aluno e evitando alguns estigmas relacionados aos fato de estar em recuperação; por outro lado, os críticos do método acreditam que, se o aluno não se deu bem na disciplina em cursos presenciais, seria ainda menos recomendável que faça um curso a distância, por este exigir ainda mais disciplina e dedicação.
O detalhe que parece ter de alguma forma freado esse crescimento é legal. Há determinações formais quanto ao tempo de estudo que deve ter um curso de recuperação, ou o tempo mínimo necessário para a obtenção de créditos, e os entusiastas do método acreditam que isso tem que ser alterado para que se adote critérios que tenham mais relação com os resultados obtidos pelos alunos após as avaliações de recuperação.
Empresas ou instituições filantrópicas como CompassLearning Inc, Aventa Learning, K12 Inc e Apex Learning Inc, prestam serviços cada vez mais completos e grandes centros urbanos norte-americanos, como Nova York, Boston e Chicago aderiram recentemente ao método de recuperação de alunos por cursos a distância em suas escolas. Os alunos conseguem créditos extras para seus cursos ao se dedicarem aos cursos de recuperação, em casa ou espaços organizados nas próprias escolas.
A matéria relata que esse boom de cursos de recuperação a distância deve ser creditado a uma evidente pressão dos governos federal e estaduais pela elevação dos índices de aprovação nas instituições de ensino, mas também haveria a sensação de que é necessária mais qualificação da mão-de-obra norte-americana, ameaçada por novos concorrentes. “É a China e Dubai”, justifica Irvin L. Scott, superintendente do sistema educacional de Boston, que adotou recentemente o método, explicando que é visível a necessidade de elevar a competitividade dos profissionais de seu país. No sistema educacional de Chigado, cerca de 2.500 alunos terão feito cursos de recuperação online até o final deste ano.
Para ler a matéria da Education Week (em inglês) clique aqui.
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