De geração Y para todas as gerações Fonte:
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22/04/2010 - Nos últimos meses um grande debate tem sido gerado em todas as mídias e empresas sobre a geração Y. A "turma" que tem dado o que falar está promovendo um grande burburinho no mundo corporativo por conta do estilo que tenta imprimir na maneira de se fazer negócios.
Nascidos na década de 80, esses jovens possuem características como ousadia, velocidade e responsabilidade, porém seu foco está mais voltado para sua carreira do que em fazer carreira nas empresas. Num momento onde se discute a retenção de talentos, o desafio das organizações tem se voltado para a manutenção desse grupo de pessoas, com personalidade tão favorável ao contexto atual de globalização e competitividade, sob sua batuta.
Eu, como representante dessa geração tenho me perguntado até que ponto toda essa discussão está por conta do que essa nova geração deseja ou se por conta do que as organizações temem.
Penso que, até certo ponto, tudo isso chega a ser paradoxal, afinal fomos criados num momento de transição, onde parte das tarefas escolares foi feita pesquisando na Barsa e parte pesquisando no Google. Somos da geração, onde os casamentos se baseavam mais na relação homem/mulher do que na constituição de uma família. O playground logo foi substituído por games virtuais e vencer sempre foi uma premissa. A geração Y tem fome de independência e foi criada assim, com pais que trabalhavam demais para lhes dar tudo que não tiveram em sua juventude. Ou seja, a geração que hoje discute a geração Y foi a geração que nos formou.
Fala-se muito em ruptura e conflito, mas, ao meu ver, o que enfrentamos é um momento de evolução, onde a nova geração tenta se inserir, cumprindo com as expectativas que lhes foram impostas em seu momento de formação.
Todas essas mudanças ocorridas no final do século passado que tornaram a geração Y o que ela é hoje. A ambição, a autoconfiança e os "mimos" se traduzem em comportamentos que, ao mesmo tempo que são altamente valorizados pelas empresas, se tornaram sinônimo de instabilidade.
Discutir se "criamos" ou não essa geração da maneira certa é olhar para trás. O que empresas e líderes precisam fazer é entender que parte dos seus desejos foi realizado e que agora é preciso saber como lidar com isso, como lidar com a gente, a geração que está fazendo acontecer e que tem pressa de que isso aconteça.