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22/03/2010
 



Acerte o Rumo - A nova força de trabalho da geração Y
Fonte: Revista Algo Mais - PE
22/03/2010 - Eles são caracterizados por saírem cedo da universidade, especializarem-se em cursos de pós-graduação e MBAs, dominarem mais de um idioma e serem ansiosos pela rápida ascensão em suas profissões. Há algum tempo já é perceptível a presença da chamada geração Y em cargos importantes das empresas. Uma pesquisa do Hay Group comprovou essa tendência, concluindo que 18% dos jovens com menos de 30 anos que trabalham nas empresas brasileiras de médio e grande porte já ocupam cargos de liderança. Estima-se que até 2014 esse número chegue a 50%. O estudo recente coordenado pela pesquisadora Caroline Marcon foi feito no Brasil com cerca de seis mil representantes deste grupo que cresceu na era da tecnologia e da internet. Um dos grandes diferenciais desse grupo é o acesso precoce e permanente à informação. Não é, portanto, por acaso que a maioria destes jovens líderes esteja concentrada em empresas da área tecnológica como, no Brasil, a Oi e a Nextel. As próprias empresas apostam nesse tipo de liderança, pois precisam cada vez mais renovar seus quadros devido à cultura da inovação e da agilidade. Inquietos, esses jovens costumam ter em comum uma permanente busca pelo empreendedorismo. Por essa razão, a ideia de apego e sacrifício por uma determinada empresa não faz parte do imaginário da geração Y. Independente do cargo que ocupem, os representantes da geração Y estão sempre ligados a novas oportunidades, porque não querem estagnar na profissão. A rotatividade dentro e fora das empresas, embora demonstre espírito competitivo, ousadia e competência dos nossos jovens, também, possui seu lado negativo. A relação de confiança e de fidelidade tem igualmente peso para as empresas, especialmente, quando diz respeito aos cargos que exigem mais competência e comprometimento com a organização do que um currículo recheado, a exemplo dos gerenciais. Outro ponto de discussão é o fato de que esses jovens têm o hábito da multifuncionalidade. Ao mesmo tempo em que trabalham, conversam em chats, falam ao celular e ouvem seus iPods. Essa capacidade de produzir enquanto faz dezenas de outras atividades, embora seja quase inerente à geração atual, deve ser vista com cuidado, porque pode favorecer a perda de foco e diminuir a disponibilidade para se dedicar com mais afinco à realização de uma tarefa. Todos esses aspectos tornam a geração Y uma nova força de trabalho a ser considerada positivamente. O grande desafio, apenas, é agregar a habilidade técnica e a agilidade da nova geração às necessidades do mundo do trabalho visando que a construção das carreiras promova tanto ganhos pessoais quanto benefícios para as empresas.
 
 
 

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